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Boca de rua / Boquinha

O Projeto Boca de Rua é uma publicação feita e vendida por pessoas em situação de rua, na cidade de Porto Alegre. Existe desde agosto de 2000. Textos, fotos e ilustrações são elaborados pelos sem-teto durante oficinas semanais. O dinheiro arrecadado na comercialização do veículo reverte integralmente para os 30 participantes do grupo, constituindo uma fonte alternativa de renda.

Um grupo de 15 crianças e adolescentes em situação de risco social ligados aos integrantes do Jornal participam de oficinas lúdicas e educativas (brincadeiras, texto, teatro, artesanato, malabarismo, artes plásticas e música, entre outras) e realizam passeios em espaços culturais e de lazer (parque, museus, cinema, teatro, etc). O resultado destas atividades gera um encarte infanto-juvenil, o Boquinha. Os responsáveis pela meninada recebem uma ajuda de custo semanal. O projeto conta com a colaboração de uma equipe multidisciplinar formada por jornalistas, educadores, psicólogos e profissionais de informática.

O Boca de Rua é membro da Rede Internacional de Publicações de Rua (International Network of Street Papers – INSP), entidade com sede na Escócia, que reúne jornais e revistas vendidos por populações em situação de risco de 40 países. Dentro da INSP, prima pela originalidade, pois é o único, desta rede, produzido pelos próprios vendedores.

Além de produzir o jornal, o projeto Boca de Rua também já realizou Oficinas de Vídeo, Oficinas de Escrita Livre e Oficinas de Fotografia

3 comentários
  1. APRESENTAÇÃO –

    […] A dissertação  teve seu início em agosto de 2014, quando me propus a pesquisar trabalhos em arte em que a criação não centrava-se apenas na figura do artista, mas expandia-se para outras autorias, com criação coletiva e colaborativa. O interesse em processos coletivos em arte me acompanha desde meu Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Artes Visuais/UFRGS, 2013), quando pesquisei dois coletivos de artistas, o Upgrade do Macaco e o Metagrafismo. Todavia, o interesse na pesquisa voltada para a produção em arte colaborativa realizada em zonas periféricas de cidades brasileiras, surgiu após eu integrar o projeto Descentralização da Cultura da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, do qual ofereci por dois anos oficinas no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), no Hospital Conceição, na Associação de Moradores da Vila Tronco (Amavtron), na Creche Boa Esperança-Orfanotrófio e no Centro de Convivência Ilê Mulher, espaço de apoio para pessoas em situação de rua. Atualmente integro a produção de “Ir e vir e permanecer”, projeto de mestrado de Renato Levin Borges (PPGEdu/UFRGS), produção audiovisual realizada com integrantes do Jornal Boca de Rua. […]

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