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Direito à Memória e à Verdade no Fórum Social Mundial
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Teatro, shows, debate e exposição fotográfica estarão na programação do Projeto Direito à Memória e à Verdade, uma parceria da Fundação Luterana de Diaconia (FLD) com a Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação (Alice) e a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), duranto o 10º Fórum Social Mundial em Porto Alegre. |
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Seminário: Marcha pela Paz Mundial e Não-Violência
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Mariposa publicada na revista Norte
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“Ela é duas”. Assim começa o folhetim “Mariposa – Uma Puta História”, ficção realística baseada nas dramáticas, tristes, ternas e divertidas experiências de seis mulheres que ganham a vida como profissionais do sexo. Por meio da história de Ana Maria/Francielle, elas humanizam o mito da prostituta, conforme pode ser conferido na revista Norte, onde a narrativa vem sendo publicada em capítulos. O projeto é desenvolvido pela Alice, em parceria com o Núcleo de Estudos da Prostituição (NEP) e a editora Arquipélago (responsável pela Norte), sendo coordenado por uma jornalista e uma psicóloga. |
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Alice ganha prêmio Ponto de Cultura de Mídia Livre
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A Alice é um buraco de fechadura. Por meio dela, os leitores podem espiar a realidade de populações invisíveis na chamada grande mídia: moradores de rua, idosos, prostitutas, presidiárias. Trabalhando com estes grupos na produção de veículos de comunicação, a agência preenche uma falha histórica na documentação da realidade e contribui para o desenvolvimento da consciência crítica da população. Esta proposta – que inclui a coordenação do jornal Boca de Rua – rendeu à Ong o prêmio Pontos de Mídia Livre, conferido pelos Programa Cultura Viva e Mais Cultura, ambos vinculados a Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura. Criada há 10 anos, a Alice defende a idéia de que a comunicação é um direito humano e, portanto, precisa ser democrática. O mesmo conceito norteia o seu funcionamento. Todos os projetos são auto-gestionáveis e até mesmo a administração da instituição conta com a participação das equipes multidisciplinares de apoio técnico. Por este sistema incomum, a Alice já inspirou mais de 30 trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado nas áreas de comunicação, psicologia, educação, história e administração. |
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Boca de Rua comemora nove anos
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Quando o primeiro exemplar do jornal Boca de Rua foi lançado, em 2001, uma jornalista comentou: “Vai durar só um número”. Era época do primeiro Fórum Social Mundial em Porto Alegre e, segundo o desdenhoso comentário da repórter, tratava-se de uma iniciativa criada especialmente para “aparecer” durante o encontro planetário. Neste agosto de 2009, ao completar nove anos da reunião inaugural do grupo – ocorrida na praça do Rosário – o projeto não apenas se mantém vivo, como cresceu. Atualmente, a equipe produz documentários, exposições fotográficas, oficinas e livros, além da publicação contar com um encarte infanto-juvenil, o Boquinha.
Em quase uma década de existência, o jornal jamais foi interrompido. As edições de 8 mil exemplares são impressas religiosamente a cada três meses, sendo vendidas pelos próprios integrantes adultos nas ruas e sinaleiras da capital gaúcha. Para que isso fosse possível, a equipe já se reuniu nas praças e em diversos locais emprestados. Hoje a redação está dividida: o Boquinha (editoria infanto-juvenil) funciona no Restaurante Popular, em frente à Rodoviária, e os demais participantes se encontram na sede do Grupo de Apoio e Proteção da AIDS (GAPA). A parceria com o GAPA envolve, ainda, questões de saúde e redução de danos, além de oficinas de hip-hop. No Restaurante Popular as crianças recebem almoço gratuito uma vez por semana. |
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Jornal Boca de Rua pauta parceiro de Cartier Bresson
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A última edição do Jornal Boca de Rua – que estampa na capa uma casa em ruínas na vila Chocolatão – motivou o fotógrafo francês Marc Riboud a documentar o mesmo local com a precisão e a sensibilidade de sua lente. Apesar dos seus 86 anos, o contemporâneo e ex-companheiro de ofício do lendário Cartier Bresson na Agência Magnum transitou lépido pelo local, conversando com os moradores, com o auxílio do fotógrafo carioca Zeca Linhares, um dos mais expressivos nomes da fotografia nacional. Ambos se encontravam em Porto Alegre na semana passada para participar do FestoFoto, um festival internacional de fotografia organizado pela Brasil Imagens e que conta com o apoio da Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação (Alice).
Realizado pelo terceiro ano consecutivo na capital gaúcha, o FestFoto aconteceu de 20 a 25 de abril, reunindo participantes de vários pontos do Brasil e exterior. A lista de convidados especiais foi expressiva, reunindo, além de Riboud e de Linhares, nomes como João Ripper – idealizador da Escola de Fotógrafos Populares da Favela da Maré. Ripper, inclusive, participou de uma mesa sobre Fotografia Inclusiva junto com o coordenador de fotografia do Jornal Boca de Rua, Luiz Abreu e uma das jornalistas responsáveis pela publicação, Rosina Duarte. Na ocasião foram apresentadas as duas exposições fotográficas produzidas pelos integrantes do Boca: Faces da Rua e Dupla Face da Rua. O periódico, feito e vendido por pessoas em situação de rua e de risco social,desenvolve oficinas permanente de foto e acabou de criar uma editorial fotográfica. |
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Projeto Direito à Memória e à Verdade já foi visto por 1.5 milhão de pessoas
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O projeto Direito à Memória e à Verdade recupera uma passagem histórica vital para a consciência crítica do povo brasileiro, por meio da realização de exposições fotográficas e seminários, além da instalação de memoriais. Os eventos já ocorreram em 35 cidades brasileiras e do Cone Sul e já foi visto por 1,5 milhão de pessoas em dois anos. Iniciado em 2007, com a publicação de um livro homônimo – que condensa a história dos mais de 300 mortos e desaparecidos durante os Anos de Chumbo - o projeto é desenvolvidos pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos em parceria com a Fundação Luterana de Diaconia, contando com o apoio da Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação (Alice). Deliberadamente suprimidas ou camufladas pela história oficial, as chagas produzidas pelos governos militares são ilustres desconhecidas para a maioria da população, em especial os jovens. Embora o levantamento dos crimes cometidos durante este período ainda esteja longe de ser concluído, sabe-se que pelo menos 50 mil cidadãos brasileiros foram presos somente nos primeiros meses da ditadura militar, cerca de 20 mil passaram por sessões de tortura e 356 morreram ou desapareceram, conforme levantamento da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos da SEDH-PR. Além disso, existem 7.367 acusados e 10.034 atingidos na fase de inquérito em 707 processos judiciais por crime contra a segurança nacional. Isso sem falar nas milhares de prisões políticas não registradas, nas quatro condenações à pena de morte, nos 130 banidos, 4.862 cassados, nas levas de exilados e nas centenas de camponeses assassinados. Nos quatro primeiros meses deste ano do ano foram realizadas atividades nas cidades de Belém do Pará - durante o Fórum Social Mundial - Recife, Florianópolis e João Pessoa e Ouro Preto. Até o final de 2009 já estão confirmadas programações em Natal, Recife novamente, Fortaleza, São Leopoldo, Porto Alegre, Pelotas, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Salvador. No exterior, o projeto deve percorrer as capitais Assuncão (Paraguai) e Montevidéu (Uruguai), além da cidade portuguesa de Coimbra. |
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